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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Especialistas da Unesco vão ajudar nas buscas por peças que tenham escapado de incêndio no Museu Nacional

Uma semana depois do incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, o prédio deverá ser cercado de tapumes para dar início às obras de contenção e procedimentos para manter a estrutura segura. Nesta terça (11), são esperados os técnicos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que vão auxiliar nos trabalhos.

Com a colocação dos tapumes, começam as obras de contenção e outros procedimentos para manter a estrutura do palácio segura e permitir mais buscas nos escombros na tentativa de localizar peças do acervo que tenham escapado do fogo. Uma equipe de especialistas, sob o comando de arqueólogos do museu, realizará esse trabalho, com apoio de engenheiros contratados para garantir a segurança nos escombros. A expectativa é de que, no decorrer dessa semana, sejam liberados R$ 10 milhões do Ministério da Educação para ações emergenciais na segurança do prédio.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Incêndio no Museu Nacional destruiu acervo mais antigo da ocupação humana em Niterói

O incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista destruiu também resquícios da história mais antiga da ocupação humana em Niterói. Tratam-se dos restos de esqueletos humanos com mais de 12 mil anos encontrados no sítio arqueológico Sambuqui Camboinhas, em Itaipu, que faziam parte do acervo do museu. Os remanescentes foram encontrados em 2010 por um morador da região que passeava com seu cão. O animal começou a farejar algo enterrado no chão: os restos mortais de um homem com uma criança no colo, ao lado de três outras. Uma perda irreparável...

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Museu Nacional: tragédia foi mesmo anunciada, em jornal

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, na quinta da Boa Vista, foi mesmo uma tragédia anunciada. E o "anúncio" foi publicado em jornal, no ano de 2004. Matéria da jornalista Patrícia Faria, com quem tive o prazer de trabalhar como estagiário em O Globo, há muitos e muitos anos, mostra que o abandono e o descaso do poder público com a ciência e a história não são de hoje, como tentam fazer crer alguns políticos oportunistas. O título, então,... foi profético.

Medalhas comemorativas dos 200 anos do Museu Nacional estão esgotando

Ao completar 200 anos no dia 6 de junho último, a Casa da Moeda lançou três tipos de medalhas em comemoração ao bicentenário do Museu Nacional, instalado no bairro imperial de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. Foram cunhadas 550 unidades, com 50 milímetros de diâmetro, sendo 50 unidades na versão prata dourada, 100 em prata e 400 em bronze.

As medalhas comemorativas estão disponíveis para compra no site da Casa da Moeda e no Centro Cultural da Casa da Moeda, no centro do Rio. Havia um ponto na loja física do museu. A versão prata dourada estava sendo vendida, pelo valor mais caro, a R$ 850, e já esgotou. A de prata, ao valor de R$ 530, e até o fim da tarde desta terça-feira ainda restavam 13 para serem vendidas pelo site. E as moedas cunhadas em bronze, anunciadas ao preço de R$ 135 no site, restavam 43 exemplares.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Tirou da reta: BNDES alega que legislação eleitoral impediu liberação de recursos para Museu Nacional

A interpretação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre a lei eleitoral impediu a liberação dos recursos que foram autorizados em junho para o Museu Nacional, alegou nesta segunda-feira (3) o presidente do banco, Dyogo Oliveira. O contrato, assinado durante as comemorações de 200 anos da instituição, previa a destinação de R$ 21,7 milhões para a terceira fase do plano de investimento de revitalização do museu. Ele avalia que não cabe responsabilização do banco neste caso.

Para matar saudade: confira vídeo de visita guiada ao Museu Nacional e tente não chorar


O incêndio que destruiu o Museu Nacional neste fim de semana privou as futuras gerações de apreciar mais de 20 milhões de peças de história natural. Mas quem não teve oportunidade de visitar pessoalmente o acervo (ou simplesmente quer matar a saudade), pode conferir a exposição em um vídeo guiado produzido pelo museu com o objetivo de servir de apoio didático a professores e alunos de história natural.

A visita mediada ao Museu Nacional resume e guia o espectador pelas salas históricas e peculiaridades dessas exposições científicas que refletem 200 anos de conhecimentos. Ao rever fósseis de várias partes do mundo, esqueletos de enormes dinossauros, indumentárias de índios de várias partes do mundo, múmias e esquifes egíicios, equipamentos e armas de civilizações primitivas e vários objetos e referências a indígenas brasileiros, tente não chorar. Confira o vídeo no Youtube

Pesquisadores de museologia pedem colaboração para resgate de acervo

Com a destruição da maior parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, pesquisadores, funcionários e colaboradores da área de museologia buscam resgatar tudo que está relacionado ao material que havia ali. Eles pedem que aqueles que tiverem imagens, sejam fotografias, vídeos e selfies, dos espaços e acervo atingidos pelas chamas enviem para o grupo. Em nota, o grupo apela para que o material seja encaminhado ao e-mail: thg.museo@gmail.com

domingo, 2 de setembro de 2018

Em junho, Museu Nacional assinou contrato de R$ 21 milhões para revitalizar prédio e acervos

Em junho deste ano, a direção do Museu Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram contrato que previa investimento de R$ 21,7 milhões para o plano de revitalização do prédio histórico, seu acervo e espaços de exposição. Os recursos deveriam ser aplicados na recuperação física do imóvel, acervos, espaços expositivos e na revitalização do entorno do museu. O objetivo era garantir mais segurança às coleções e reforçar o trabalho dos pesquisadores para aumentar a demanda de público. (Fonte: Agência Brasil)

Tragédia anunciada: incêndio destrói museu da Quinta da Boa Vista

Um incêndio destrói neste domingo (2) o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Criado por D. João VI há 200 anos e administrado pela UFRJ, o museu é o mais antigo do país e vinha passando por dificuldades financeiras que prejudicavam sua manutenção. Visitantes já haviam alertado para paredes descascadas e fiação exposta. O acerco incluía mais de 20 milhões de peças de história natural.

O acervo continha fósseis de várias partes do mundo, esqueletos de enormes dinossauros, indumentárias de índios de várias partes do mundo, múmias e esquifes egípicios, equipamentos e armas de civilizações primitivas e vários objetos e referências a indígenas brasileiros. O fogo começou pouco depois do fechamento à visitação, no início da noite. Não há informações de feridos. Os bombeiros ainda não informaram as causas do incêndio.